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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Postado por JuniooorR


Sentado na calçada, ele observava a noite inquieto esperando que algo na escuridão o distraísse. A madrugada estava fria e no céu a lua se via entre nuvens enquanto a neblina tomava conta da rua. Prestava atenção em cada movimento e ao menor ruído sentia um arrepio monstruoso percorrer sua espinha. O encontro tinha sido confirmado? Por ele sim, mas quanto a ela podia se espera qualquer coisa. Ela poderia não aparecer. Ela era imprevisível.


No extenso manto escuro as estrelas faziam seu papel como numa noite qualquer. Enquanto todos dormiam, ele permanecia lá fora; o nevoeiro o tornava uma imagem nebulosa, a engolia de uma forma sombria. Sabia que ela estava atrasada, seria uma peça pregada pela ansiedade, pelo medo e o terror? Agora algo passa alguns metros adiante, um calafrio horrível percorre seu corpo, mas nada além de vultos. Um som! O seu coração está a ponto de explodir dentro do peito, o sangue bombeado violentamente parece ferver dentro de suas veias, seus olhos queimam uma sensação assustadora o toca nos nervos que, como a escuma, logo se vai.


Ele olha para o céu e um pensamento lhe corre como um relâmpago. Suspira e olha para o chão. Silencio. Frio. Uma mão o toca no ombro, gelada, pesada. Ele levanta e volta. Uma figura grotesca, com um capuz negro que a cobre da cabeça aos pés, o rosto da criatura quase não se via, porém, podia distinguir os enormes olhos que mais pareciam abismos profundos. Seus dedos são compridos e finos. A presença da criatura causa um ar pesado, o frio de uma hora para a outra ficou insuportável. Ele olha para trás do ser. Branco, vê uma coisa estranha, que, por trás daquilo, se estendia um rastro de destruição. Suas reações vitais terminaram quando observa o que a coisa trouxe arrastado na mão. Ela da um leve sorriso e levanta uma das mãos com sangue.


A morte trouxera nas mãos a sua amada desfigurada.

Joel Oliveira

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