Saudades
terça-feira, 15 de junho de 2010
Hoje doeu no meu peito.
Que saudades!
Saudades dos teus fúlgidos olhos,
Saudades do teu cheiro,
Saudades dos teus braços a me envolver,
Dos teus lábios nos meus
Em um beijo doce,
Saudades do teu imutável ser.
De ti, minha flor vistosa
De delicadeza distinta,
Admirável e dona
De uma essência ardorosa
Lídima e descomunal,
Simplesmente a mais bela
Dentre campos.
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O que é seu, ninguém tira...
sábado, 29 de maio de 2010
Perder um amor,
Um sonho,
Dói de verdade.
Dói ter de ver
As ilusões acabarem.
Dói ter de abrir os olhos
E não ver ali
Quem pensamos ter
Ao nosso lado
Por muito tempo.
Dói gritar
E não ser ouvido,
Dói chorar
E não ser consolado,
Dói ter planejado
E ver tudo finar.
Dói, pensar como serão
Os próximos dias.
Com o passar do tempo
O que fica é a falsa sensação
De que o tempo apagou
Qualquer sentimento,
Mas a ausência
Deixou marcas profundas
E a saudade ainda grita
Baixinho dentro do coração.
O que realmente fica
É o incômodo saber
De que restou um vazio
Impossível de ser preenchido...
De que nunca o será.
A verdade é que
Se tem exceções, mas
Difícilmente se perde
O Lídimo Amor,
Único e pleníssimo,
Parte, porém volta,
O que é para ser seu
Ninguém tira;
Se foi e não voltou...(espere,
Pense, análise),
Pois, talvez, não era o
"Pra toda a vida".
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Voltar a Sonhar...
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Eu quero abrir os olhos
E ver o sol surgir,
Eu quero o sonho de volta,
Quero poder voar,
Quero o amor à porta.
Eu quero o céu mais que azul
Unindo-se no horizonte ao mar,
Eu quero o brilho das estrelas
Nos teus olhos,
O vento nas folhas secas,
O arrebol, presenciar todas as tardes,
Nas noites de Lua, encontrar-me à espera sua...
Quero o teu leve sorriso...
Quero estar contigo...
Voltar a sonhar...
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Míseros
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O que aconteceu?
Nós, sucumbimos...
Nos perdemos no mundo
Deixamos de canto Deus!
E o que aconteceu?
A fé que movia montanhas
Não move palha, não move mais,
O sol de um novo amanhã,
Não se espera,
Tomados por nós mesmos
Já não somos reais,
Cuspimos vãs promessas
Achando sermos o elo...
Míseras criaturas de pedra!
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Transtorno
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Gritei, pedi...
Te vi sumir,
Parte de mim
Vi sucumbir.
Meus olhos, turgir,
Sem sentir, senti
A paz fugir
Pingando de mim
E à face luzir.
Por fim, correr e
Nos lábios partir
Num sutil suspiro
Fugaz morrer.
E o transparecer
Do incerto,
Se fez, no rosto
Plácido desse ser.
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Ferido de Cruel Estado
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Se não te vejo
Todo desfaço
Sem sentidos sem,
Sem nehum segredo.
Perde-se o âmago em mim
No sabor da tristeza
Um eu sucumbido,
Como chuva imediata e severa
Cae ferindo a terra e
Põe-se quase fim.
Oh, solidão desumana!
Que como bravo rio
De fortes correntes
Me limita
E sufoca
Com suas águas pungentes.
Se não te vejo,
Sem segredo,
Sem sentido,
Desfaço, vil, vazio,
N'alma seriamente ferido,
Ferido de cruel estado.

